O que o mercado brasileiro pode observar da vitrine de IPs asiáticas

A Korea Character Licensing Fair 2025 mostrou que aquele país é um player essencial nesse setor em expansão

Fernanda Abreu, VP de Licenciamento e Agenciamento da Endemol Shine Brasil

De 17 a 20 de julho, pude ver de perto a maior feira de licenciamento da Coreia do Sul, a Korea Character Licensing Fair. O evento é um reflexo do dinamismo atual do negócio global de licenciamento, e sua intenção é consolidar a Coreia do Sul como potência global na criação de marcas e personagens, com propriedades cada vez mais preparadas para o mercado internacional.

Para o Brasil, o evento representa uma vitrine estratégica: há muito a observar com o modelo asiático de gestão de propriedades intelectuais (IPs, na sigla inglesa), mas também oportunidades concretas de negócios — tanto para importar essas marcas quanto para inspirar novas formas de criação e monetização da propriedade intelectual.

O país asiático é um polo inovador e um player essencial nesse setor em constante expansão. Pude observar diversas marcas locais com grande potencial de conquista de novos espaços e públicos. As animações originais vindas do ambiente digital, foram o que mais se destacaram.

Empresas de todos os portes apresentaram seus portfólios e ficou claro que o interesse em expandir a presença de marcas coreanas no cenário internacional é cada vez maior, abrindo portas para parcerias lucrativas e estratégicas em diversos segmentos, como brinquedos, vestuário, alimentos, jogos e muito mais. Principalmente na distribuição de conteúdo, há um mercado aquecido e cheio de potencial

Exemplos disso são personagens como Bellygom, Esther Bunny e Tomarmon, que vêm conquistando espaços em diferentes continentes, especialmente entre o público da Geração Z e o segmento infantil. A feira reforçou a percepção de que o mercado de licenciamento está em plena ascensão, impulsionado por consumidores e produtos que conectam suas paixões no dia a dia.

A Coreia, em particular, se destaca por sua capacidade de criar tendências globais e por sua paixão por inovação. Isso se reflete na qualidade e na originalidade das propriedades apresentadas, que se alinham com as demandas de um público cada vez mais diversificado e engajado. A sinergia entre o conteúdo digital e o licenciamento físico foi um dos pontos altos, mostrando como a experiência do fã pode ser amplificada através de produtos tangíveis e imersivos.

A integração da inteligência artificial e experiências de marca também chamaram a atenção, demonstrando como a tecnologia pode transformar a forma como interagimos com nossos personagens e marcas favoritos.

A abertura para fazer collabs diferenciadas, com marcas de diversos setores, foi outro destaque. Muitas IPs coreanas apresentadas já nascem integradas a múltiplas plataformas: animações, webtoons, livros infantis, jogos mobile e produtos licenciados. Essa abordagem multiformato, comum na Ásia, mostra o potencial de construção de ecossistemas de marca que podem inspirar produtores e licenciadores a desenvolver franquias desde a origem com essa mentalidade crossmedia.

O Brasil, com sua forte cultura pop e interesse em conteúdos internacionais, pode ser um destino estratégico para essas marcas, tanto via licenciamento quanto parcerias em mídias e produtos. Casos como o de Esther Bunny, que já firmou parcerias com marcas como Crocs, Urban Outfitters, Casetify e CyberAgent, mostram como as IPs coreanas estão se posicionando em diferentes nichos do mercado internacional.

As oportunidades são inúmeras e vale a pena observarmos com atenção esses movimentos.

Artigo publicado no Meio & Mensagem.

 

Por que o Brasil ainda não se tornou um exportador de formatos de TV?

 

Allan Lico, vice-presidente de conteúdo Endemol Shine Brasil

Em menos de uma semana, a TV aberta do Brasil estreia versões nacionais de dois formatos criados no exterior. Na última terça-feira, a Globo lançou Chef de Alto Nível, adaptação do Next Level Chef, desenvolvido nos Estados Unidos. Já neste domingo, a Record exibe o primeiro episódio de Game dos 100, que nasceu originalmente na Bélgica, mas ganhou popularidade quando foi produzido pela TV britânica.

Desde o início dos anos 2000, os formatos estrangeiros tomaram conta da programação dos canais abertos e fechados do nosso país. Se a TV brasileira é referência mundial em ficção, o mesmo não acontece com programas de não ficção que envolvem competições em diferentes segmentos, como música ou gastronomia, formatos de confinamento ou sobrevivência e atrações focadas em relacionamentos e comportamento.

[…]

Será que nossa indústria audiovisual tem criatividade e capacidade para superar essa barreira e emplacar com mais frequência formatos originais não só no mercado interno como também exportá-los? Para responder essa questão, a coluna conversou com profissionais que trabalham com formatos e entendem tudo sobre o tema.

Allan Lico, vice-presidente de conteúdo Endemol Shine Brasil.

“Quando a TV aberta decide fazer um investimento em um novo programa, em geral, esse investimento é alto. Então, é melhor apostar em projetos que deram certo fora do Brasil, porque isso traz uma certa segurança para os canais. Por isso, temos tantos formatos internacionais adaptados no Brasil.”

“Há pouco espaço para o risco. A gente precisa ser mais corajoso e se permitir a errar. No Brasil, parece que somos obrigados a produzir um hit. Não aceitam que um programa tenha um desempenho OK. Tem que ser um mega sucesso. A Holanda se permite experimentar. Existe formato holandês que é uma competição de gente fazendo escultura de balão, aqui temos pouco espaço para experimentação.”

“Acho que a luz no fim do túnel para que a gente consiga desenvolver mais formatos brasileiros é a regulamentação do streaming. Quando você coloca a obrigação de produzir conteúdo original local, você abre o mercado para as produtoras independentes e incentiva a produção de formatos diversos. Com a regulamentação do streaming também precisa ocorrer uma maior abertura para criatividade e dar tempo para as ideias se desenvolverem.”

“Recentemente, estava falando com parceiros americanos e eles contaram que ficam dois anos e meio para desenvolver uma ideia até que se torne um formato. Só então eles oferecem para canais e plataformas. Não temos esse tempo de desenvolvimento no Brasil, nem temos a cultura de investir em pilotos, o que ajuda a entender os pontos fortes e fracos de um formato.”

Artigo completo no Splash UOL.

Endemol Shine Brasil realiza segunda edição do Banijay Futuro

Estudantes durante o Banijay Futuro | Foto: Marina Farhat

Após o sucesso da primeira edição, a Endemol Shine Brasil promove a segunda etapa do Banijay Futuro, iniciativa de formação e empregabilidade voltada a jovens talentos do audiovisual. Realizado em parceria com o Instituto Criar, o projeto consiste em uma série de encontros com executivos da Endemol Shine Brasil para apresentar, na prática, as diferentes etapas da produção e criação de um reality show. Mais do que uma ação de impacto social, o Banijay Futuro integra as estratégias de ESG da empresa e tem como foco fortalecer a capacitação e a empregabilidade de jovens, promovendo assim o crescimento sustentável do setor audiovisual.

Com mais de 100 jovens impactados em sua primeira edição, que contou com workshops e visitas ao estúdio de gravação, o programa segue com foco no desenvolvimento de talentos em áreas como negócios, conteúdo e planejamento. A segunda etapa contará com a participação de estudantes do Instituto Criar, que poderão trocar experiências com profissionais da Endemol Shine Brasil e conhecer de perto os bastidores de diversas produções.

“Tivemos uma primeira edição que superou nossas expectativas. Há muitos jovens que precisam apenas de uma oportunidade para mostrar seu real potencial, e o Banijay Futuro consegue ser essa ponte entre o desejo deles e o início de uma carreira profissional. No começo deste ano, tivemos a alegria de contratar duas pessoas que participaram do projeto e esperamos realizar ainda mais contratações ao final desta temporada”, comenta Caroline Dibe, Head de ESG da Endemol Shine Brasil.

“Acreditamos que uma empresa forte é aquela que transforma positivamente seu entorno. O Banijay Futuro é uma oportunidade concreta de fazer isso acontecer – unindo impacto social, desenvolvimento profissional e o compromisso de fortalecer o futuro do audiovisual com mais diversidade e inovação”, completa Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil.

Quezia Dias e Beatriz Bezerra, atualmente na equipe de produção da Endemol Shine Brasil, entraram para o time como parte do pilar de empregabilidade. Em seus primeiros meses, trabalharam nos programas “The Masked Singer Brasil” e “MasterChef Brasil”.

Fundado em 2003 pelo apresentador Luciano Huck, o Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias tem como missão promover o desenvolvimento profissional, sociocultural e pessoal de jovens por meio do audiovisual e da tecnologia. Mais de 2.900 jovens já vivenciaram o Programa de Formação e Inserção, multiplicando os resultados na sociedade com seus projetos e narrativas autorais. A parceria com a produtora teve início em 2023.

Matéria publicada no Tela Viva.

 

Endemol Shine Brasil investe em transmissões ao vivo multiplataforma

 

Crédito: Fabio Piva

No último sábado, dia 12 de julho, a Endemol Shine Brasil foi a responsável pela transmissão ao vivo das semifinais e finais do Red Bull Dance Your Style, diretamente de Belo Horizonte. A live foi exibida na Red Bull TV e em canais parceiros como FitDance, Tracklist e Africanize, com direção artística da Endemol, múltiplas câmeras, corte ao vivo e apresentação de Menina Veneno, Zulu e Vovó da ZN, que comandaram a programação especial.

A Endemol Shine Brasil atuou na criação e produção de conteúdos para as redes sociais oficiais do Red Bull Dance Your Style, ampliando o alcance e a potência do evento: “Das seletivas regionais à final nacional, entregamos uma cobertura completa: captação, produção de conteúdo multiplataforma e, na grande final, a transmissão ao vivo das batalhas decisivas, direto de Belo Horizonte, via Red Bull TV e canais parceiros”, comenta Mare Leal, diretora de branded content da Endemol Shine Brasil.

Em uma tarde de batalhas 1×1 com uma trilha sonora surpresa e ganhadores decididos exclusivamente pela plateia, o público presente acompanhou de perto o paulista Ryan Furia Jr. se tornar o primeiro bicampeão nacional da competição, após enfrentar novamente a dançarina Jess Nascimentto na grande final – repetindo o duelo decisivo do ano anterior.

Matéria publicada no Tela Viva.