SXSW 2026: quando o conteúdo vira presença

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Fernando Contreras, é diretor da Endemol Live

Ouvi de várias pessoas experientes do South by Southwest que, quando foram pela primeira vez, foram “picadas pelo bichinho do SXSW”. Achei curiosa essa expressão. Mais curioso ainda foi perceber que ela vinha de gente muito diferente, mas que hoje tem uma relação profunda com o festival.

Ir ao SXSW pela primeira vez realmente não é simples. Um evento dessa dimensão, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, não é fácil de entender logo de cara, nem para quem já está acostumado com grandes encontros. Em 2026, foram mais de 3.700 eventos em sete dias, incluindo mais de 850 sessões de conferência, cerca de 4.400 músicos, mais de 375 filmes e produções de TV, 450 marcas com ativações, além de centenas de encontros de networking, mentorias e shows. Pela primeira vez em 40 anos, os festivais de Inovação, Filme e TV, Música e Comédia aconteceram simultaneamente, concentrados em uma única semana. Mais compacto, mais diverso, mais democrático e mais descentralizado. Espalhado pela cidade inteira. O tema do ano, “All Together Now”, parecia fazer ainda mais sentido quando se vivia tudo isso na prática.

Caminhando por Austin, essa sensação ficava ainda mais evidente. Entre casas antigas de madeira, diversos canteiros de obra, prédios novos subindo, bicicletas, patinetes, pedestres, carros autônomos, restaurantes tradicionais e hotéis de luxo, a cidade parecia vibrar em várias frequências ao mesmo tempo. A música vinha dos bares, dos palcos e, às vezes, da própria rua. E, a cada dia, Austin ia sendo tomada por pessoas com badges pendurados no pescoço, indo de um lugar para outro como se o evento estivesse em toda parte. Sem o centro de convenções disponível este ano, o SXSW ganhou outra personalidade. Ele se espalhou. E, espalhado, parecia ainda mais vivo. Andando por ali, dava para sentir o evento pulsando como um organismo.

Foi justamente aí que, para mim, começou a ficar clara uma das grandes mensagens do SXSW 2026. O futuro do entretenimento, das marcas e da cultura não está apenas em produzir conteúdo. Está em criar experiências ao vivo que gerem presença, participação e conexão real. No fundo, o que estava em jogo ali era o valor crescente do IRL — do encontro real, presencial e compartilhado. O SXSW não foi só o lugar onde isso foi discutido. Ele próprio encarnou esse argumento. Em um momento de saturação digital, aceleração da IA e enfraquecimento da confiança online, o festival confirmou que o valor do ao vivo está crescendo, não apenas como formato de entretenimento, mas como espaço de presença, comunidade, autenticidade e experiência cultural.

Um dos temas que mais apareceu nas palestras foi a ideia de que as pessoas já não querem apenas consumir conteúdo. Elas querem participar. Querem viver, comentar, circular, se reconhecer, influenciar. No debate The Death of Passive Entertainment – A Future for Participants, essa mudança apareceu de forma muito clara. A conversa girou em torno da força das comunidades, do fandom e da necessidade de pertencimento. A ideia não é mais interromper uma audiência, mas criar condições para que ela se sinta parte da experiência. O entretenimento deixa de ser algo apenas assistido e passa a ser vivido.

Essa percepção apareceu também em uma das palestras mais importantes para mim no festival, The Present and Future of Live Experiences, com Julius Solaris. Ele diz que redescobrimos o valor do presencial e que é a conexão que está levando as pessoas aos eventos, e não o conteúdo. Essa formulação me marcou muito, porque ajuda a explicar o que está acontecendo agora. Em uma era de IA, deepfakes e baixa confiança no ambiente digital, o presencial volta a ganhar força como espaço de autenticidade, credibilidade e encontro real. Quanto mais o digital se torna excessivo, automatizado e manipulável, mais o ao vivo passa a ser percebido como um lugar de realidade. Julius também observa que as pessoas amam eventos e amam se encontrar ao vivo, e que os CMOs estão obcecados por eventos porque eles funcionam.

Outra ideia forte no SXSW foi a de que o valor do ao vivo não está só no palco. Está no ecossistema. Talvez essa tenha sido uma das coisas que eu mais senti no festival. O SXSW não se resume às palestras. Ele acontece nas filas, nas caminhadas, nos encontros improváveis, nos side events, nas ativações, nas conversas rápidas no meio do caminho. É aí que o festival revela sua dimensão mais IRL: não apenas no que é programado, mas no que acontece entre uma coisa e outra, no encontro, no deslocamento e na presença partilhada. Em muitos momentos, o mais interessante não estava apenas dentro da sala, mas também no intervalo entre uma coisa e outra. Talvez por isso uma das melhores maneiras de entender o SXSW não seja como agenda, mas como sistema de experiência.

Essa leitura conversa muito com outra palestra importante, Reality Hacked: Tech, Story, and the Future of Experience. Ali apareceu uma ideia que ficou na minha cabeça: “The future of storytelling is spatialized.” Ou seja, as experiências estão deixando de acontecer apenas em telas ou recintos fechados e passam a ocupar espaço, cidade, deslocamento, território. Isso fez muito sentido para mim dentro do próprio SXSW. O festival já funciona assim. Ele não é apenas programação formal. É uma experiência urbana espalhada, feita de camadas, trajetos, descobertas, encontros e contextos múltiplos. A cidade deixa de ser pano de fundo e passa a fazer parte da narrativa.

O futuro da experiência também apareceu no SXSW como algo mais sensorial, mais corporal e menos centrado apenas no visual. Em Sensory Storytelling: Using XR to Connect to the Body, esse ponto ficou muito claro. Foi uma palestra que me fez pensar bastante sobre o próximo passo dos eventos e das experiências ao vivo. A imersão do futuro talvez não seja apenas aquilo que o público vê. Talvez seja, cada vez mais, aquilo que ele sente. Uma experiência memorável não é só algo bonito ou impressionante. É algo que atravessa o corpo. Uma das frases que mais me marcou foi: “When a story is felt in the body, it becomes absolutely impossible to ignore.” Quando uma história é sentida no corpo, ela se torna impossível de ignorar. É uma frase forte, mas faz sentido. Há experiências que a gente entende. E há experiências que a gente sente. As segundas costumam marcar mais.

Ao mesmo tempo, o SXSW reforçou para mim uma outra dimensão do ao vivo: a do pertencimento. Em um mundo cada vez mais automatizado e mediado por interfaces, talvez o diferencial dos eventos ao vivo esteja justamente em criar presença significativa. No keynote de Jennifer B. Wallace, ela falou sobre mattering, essa sensação de que você importa, de que é visto, reconhecido e valorizado. Quando ouvi a frase “What we are really nostalgic for is mattering”, tive a sensação de que ela dava nome a algo que eu estava percebendo no festival inteiro. O que muita gente está buscando não é apenas conteúdo, mas a sensação de pertencer a algo, ainda que por algumas horas ou por alguns dias.

Nesse sentido, eventos ao vivo não são apenas plataformas de conteúdo. Eles podem funcionar como espaços de reconexão humana. Lugares onde as pessoas encontram presença, atenção, reconhecimento e uma espécie de comunidade temporária. O SXSW, para mim, foi isso o tempo todo: não apenas uma agenda intensa, mas um contexto social, cultural e emocional em que a sensação de participar de algo maior fazia parte da experiência.

Talvez por isso a fala de Steven Spielberg também tenha ressoado tanto. Quando ele disse que existe um impulso coletivo gerado por uma boa história que atinge todos nós ao mesmo tempo e que, ao final de uma grande experiência cinematográfica, estamos todos unidos, eu senti que aquela observação sobre cinema servia também para o festival como um todo. Pessoas muito diferentes, vindas de lugares e repertórios muito distintos, ainda podem partilhar uma mesma experiência estética, emocional e cultural. E isso, hoje, tem um valor enorme.

No fim, a sensação de estar em Austin durante o SXSW me deixou impregnado por algo que toda boa experiência ao vivo deveria provocar: emoção, memória, conexão, presença. Mais do que conteúdo, o que ficou foi a sensação de ter vivido algo. E talvez esse seja o ponto principal. O SXSW 2026 mostrou que, em um mundo cada vez mais mediado por telas, algoritmos e inteligências artificiais, o valor do ao vivo não diminui. Ele se redefine e cresce. Porque o que está em jogo já não é apenas assistir, mas estar.

Eu fui para estudar eventos ao vivo. Saí de lá com a sensação de que o próprio SXSW era, na prática, o melhor estudo de caso possível. E acho que eu também fui picado.

Artigo publicado no Tela Viva.

A volta do entretenimento como experiência coletiva

Em meio à fragmentação digital, cresce a busca por pertencimento via entretenimento e comunidades

A volta do entretenimento como experiência coletiva
Vanessa Costa Diretora de Marketing e Comunicação

Depois de duas décadas trabalhando com entretenimento, conteúdo e construção de marcas, existe uma pergunta que sempre volta para mim: o que realmente faz as pessoas se conectarem?

Durante muito tempo, a indústria acompanhou de perto os grandes números: audiência, alcance e distribuição. Esses indicadores continuam sendo parte importante da forma como o setor mede desempenho. Porém, ao longo da minha trajetória no mercado, também comecei a observar outro movimento: quando uma história consegue formar uma comunidade ao seu redor, a relação do público com esse conteúdo se torna mais profunda.

Na prática, isso aparece no comportamento desse público. E quando isso acontece, o papel da audiência muda: não são apenas pessoas assistindo, mas pessoas que querem participar, comentar, defender, compartilhar e fazer aquele conteúdo continuar vivo.

Começo esta semana no South by Southwest com essa pergunta em mente. Porque, fica cada vez mais claro que estamos vivendo um momento de transformação na forma como o público se relaciona com o entretenimento.

Mais do que audiência, estamos falando de pertencimento.

Quando uma audiência começa a se transformar em comunidade, a relação com o entretenimento tende a ir além do consumo pontual e se tornar mais contínua. E isso também abre espaço para novas possibilidades de negócio dentro da indústria.

O conteúdo passa a se expandir para além do momento da exibição, ganhando desdobramentos em diferentes formatos, como experiências ao vivo, extensões digitais, interações com o público e modelos de monetização que vão além da publicidade tradicional.

Foi com essa curiosidade que vim ao SXSW: para entender como essa transição está sendo discutida e construída globalmente. O evento reúne diferentes visões sobre o futuro do entretenimento, que se torna cada vez mais transmídia, participativo e culturalmente relevante.

Para marcas, produtoras de conteúdo e criadores, a oportunidade está em construir universos onde o público não apenas assiste, mas quer fazer parte, vivenciar.

No fim, talvez a pergunta estratégica esteja mudando. Durante muito tempo questionamos: quantas pessoas assistiram?

Agora, cada vez mais, a pergunta passa a ser: quantas pessoas querem voltar? Porque é nesse espaço — entre conteúdo, experiência e comunidade — que os negócios do entretenimento estão evoluindo.

Artigo publicado no Meio & Mensagem.

Endemol e Fábrica criam projeto de novelas verticais

Produtoras se unem para projetos de produção, desenvolvimento e criação de microdramas

Luiz Noronha, diretor executivo de A Fábrica e Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil (Crédito: Divulgação)

A Endemol Shine Brasil se une à produtora Fábrica para a produção de microdramas em formato vertical.

Pelo acordo, a Endemol ficará responsável pela produção executiva dos projetos, bem como a liderança das negociações com marcas e plataformas. Já a Fábrica ficará com a criação e desenvolvimento dos roteiros de ficção.

A proposta das duas empresas é aproveitar o interesse pelas novelinhas verticais, que já vêm demandando investimento de players como Globo, Play9, YouTube e outros.

A Endemol Shine Brasil já havia trabalhado com microdramas nos anos de 2023 e 2024, quando a empresa foi parceira do Kwai no desenvolvimento de novelinhas.

Na época, foram parceiras comerciais da iniciativa as marcas Sorriso, Tang, Honda, Skol, Coca-Cola, Devassa, MRV e Cheetos.

A empresa também é parceira da Meta para a criação de novelas verticais.

Além do novo acordo, a Endemol Shine Brasil é parceira da Fábrica na criação de outras duas novelas verticais para o Globoplay.

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, diz que o investimento em microdrama é uma tendência clara do mercado.

“O consumo aponta cada vez mais para projetos dinâmicos e de curta duração, e nosso foco é ampliar a produção de novelas verticais sem abrir mão da qualidade e da agilidade, que são marcas da Endemol Shine Brasil”.

Luiz Noronha, diretor executivo da Fábrica, afirma que a verticalização da dramaturgia é uma resposta direta à transformação do consumo audiovisual.

“O formato exige linguagem própria e construção sólida de histórias. Ao unir nossa expertise em ficção à inteligência de mercado da Endemol Shine Brasil, estruturamos o microdrama como um pilar estratégico dentro da A Fábrica”, completa.

Matéria publicada em Meio & Mensagem.

 

Endemol Shine Brasil expande sua atuação em entretenimento ao vivo e experiências imersivas

Restaurante MasterChef – The TV Experience (Foto: 134 Office/ Divulgação)

A Endemol Shine Brasil é uma divisão da Banijay Entertainment, o maior conglomerado de produção e distribuição de conteúdo independente do mundo. Para além de criar, licenciar e produzir reality shows, game e talent shows, factuais e documentários para diferentes clientes e plataformas, tendo em seu catálogo sucessos nacionais e mundiais, como “MasterChef Brasil”, “Canta Comigo” e o premiado com o Emmy Internacional “The Bridge Brasil”, a empresa é também responsável por entregar serviços de produção para formatos como “The Masked Singer Brasil” e “Casamento às Cegas Brasil”. Parceira das principais agências de publicidade, cria e produz formatos de branded content, é também especializada em licenciamento de marcas e em iniciativas digitais e, recentemente, tem expandido sua atuação em entretenimento ao vivo e experiências imersivas.

Em entrevista exclusiva para TELA VIVA, Fernanda Abreu, Vice Presidente de Entretenimento ao vivo, Licenciamento e Marketing de Influência na Endemol Shine Brasil, falou sobre essa divisão em diferentes frentes e explicou que, na empresa, o conteúdo é visto como ponto de partida de um ecossistema muito maior de relacionamento com o público. “A televisão, o streaming e as plataformas digitais são onde as histórias nascem e onde as marcas ganham relevância, mas o nosso trabalho vai além da tela. Quando pensamos em licenciamento de produtos, experiências ao vivo ou ativações de marca, estamos na verdade ampliando a vida daquele conteúdo. É uma forma de transformar uma narrativa em algo que as pessoas podem viver, consumir, experimentar e levar para o seu dia a dia”, avalia.

Fernanda Abreu
Fernanda Abreu, Vice Presidente de Entretenimento ao vivo, Licenciamento e Marketing de Influência na Endemol Shine Brasil

Na visão da executiva, essa dinâmica cria um ciclo muito poderoso: o conteúdo gera conexão emocional, essa conexão se traduz em produtos, eventos e experiências que aproximam ainda mais o público da marca, e isso, por sua vez, retroalimenta o valor do próprio conteúdo. “Além de fortalecer o relacionamento com a audiência, essas extensões também criam novas fontes de receita e tornam as marcas muito mais longevas. No fim do dia, estamos falando de transformar programas de sucesso em universos de marca que vivem em diferentes plataformas e momentos da vida do público”.

 

Do ponto de vista do negócio, isso também torna-se extremamente valioso. “Quando uma pessoa participa de uma experiência ligada a uma marca que ela gosta, o vínculo emocional se torna muito mais profundo. Aquilo deixa de ser apenas um conteúdo que ela consome e passa a ser algo que ela vive“, analisa a executiva. “Existe inclusive uma dimensão muito interessante do ponto de vista comportamental e até da neurociência: experiências sensoriais e emocionais ativam memórias mais duradouras. Por isso, eventos, espetáculos e experiências imersivas têm um poder enorme de fortalecer comunidades de fãs e criar lembranças positivas associadas à marca”, completa.

Entretenimento ao vivo e experiências

O restaurante MasterChef – The TV Experience, inaugurado em Sorocaba, no interior de São Paulo, no início deste ano, é um exemplo dessa estratégia. Com mais de mil metros quadrados e capacidade para mais de 200 pessoas, a casa funciona como uma espécie de centro de experiências, e reúne elementos do cenário da competição, como o mercado, o mezanino, o grande relógio e a bancada central, além do logo do programa espalhado nos detalhes e, claro, televisões exibindo cenas do reality. “‘MasterChef é uma marca extremamente forte, que já faz parte da cultura e da rotina de muitas pessoas. E a gastronomia é, por natureza, algo sensorial e emocional, então levar essa experiência para um espaço físico é uma forma muito natural de aprofundar a conexão com os fãs”, entende Fernanda.

Para ela, o público que frequenta o restaurante não está apenas assistindo ao programa, e sim vivendo o universo da marca. Desde o ambiente até o menu, tudo busca traduzir o espírito do “MasterChef”. “Esse tipo de iniciativa amplia o alcance da marca, cria novas formas de interação com a comunidade de fãs e também gera um modelo de negócio sustentável, porque transforma um sucesso de audiência em uma experiência que continua ativa no dia a dia das pessoas”.

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Outro case de sucesso é o Luminiscence – Luzes de São Paulo, espetáculo imersivo que combina projeções de luz com trilha sonora sinfônica – interpretada por orquestra e coro ao vivo – transformando monumentos históricos em verdadeiros palcos de arte. No Brasil, a atração ocupa um dos marcos mais icônicos do centro da cidade: a Catedral da Sé. A Endemol Shine Brasil é a empresa responsável por trazer o espetáculo ao país.

“O Luminiscence nasce da vontade de criar experiências que conectem arte, tecnologia e emoção em um formato imersivo. Hoje, o público busca cada vez mais experiências que tragam encantamento, que estimulem os sentidos e que proporcionem momentos de bem-estar e contemplação. O espetáculo trabalha exatamente nessa intersecção entre música, luz, narrativa visual, história, cultura e arquitetura. A ideia é criar uma experiência sensorial completa, capaz de gerar impacto emocional e também um momento de pausa, de conexão com o belo e com a emoção. Ele ativa muitas camadas de sensações”, afirma Fernanda, que acrescenta: “Esse tipo de projeto reflete muito uma tendência atual do entretenimento: conteúdos que vão além da narrativa tradicional e que convidam o público a sentir, viver e compartilhar aquela experiência”.

Licenciamento de produtos

A Endemol também tem uma lista extensa de produtos licenciados – a empresa trabalha muitas marcas e o processo começa sempre pela força de cada uma e pelo tipo de conexão que ela tem com o público. Internamente, o caminho para começar um novo licenciamento passa pelo entendimento de qual e como o conteúdo pode se transformar em produto. “Avaliamos fatores como relevância cultural, engajamento da audiência, potencial de comunidade e afinidade com determinadas categorias de consumo. A partir daí, buscamos parceiros que consigam traduzir a essência da marca em produtos que façam sentido para o público”, detalha.

Hoje, a Endemol está presente em diversas categorias, como alimentos, utensílios, editorial, games, editorial, brinquedos, experiências gastronômicas, entre outras. Para Fernanda, o mais importante é que o produto seja um item além do logo estampado, que realmente expanda o universo da marca e entregue valor para quem consome.

Histórica e culturalmente, o licenciamento sempre teve uma presença muito forte no universo infantil, principalmente porque o vínculo entre crianças e personagens é lúdico e emocional. Quando a criança se identifica com aquele universo, o produto passa a ser uma extensão natural daquela história, e isso cria um potencial de conexão e consumo. Mas, hoje, a Endemol enxerga o licenciamento de forma muito mais ampla. “Ele pode nascer a partir de qualquer tipo de conteúdo ou marca – de entretenimento, games, esportes, marcas corporativas, universidades e propriedades culturais, entre outras – e dialogar com públicos de diferentes idades”, pontua a VP.

No caso do entretenimento, por exemplo, muitas vezes o licenciamento conversa também com a memória afetiva. “Adultos gostam de consumir produtos ligados a marcas que fizeram parte da sua história, da sua infância ou de momentos importantes da vida. Isso cria uma conexão muito forte. Por isso, o mais importante não é apenas a idade do público, mas o tipo de relação que ele tem com aquela marca. Quando existe identificação, comunidade e significado, o licenciamento se torna uma forma poderosa de manter essa conexão viva no cotidiano das pessoas”, ressalta.

Mas, ainda pensando no público infantil, ele é ainda mais sensível nos dias de hoje. Se antigamente já existiam leis e imposições para regular a publicidade direcionada à essa audiência, elas se tornam ainda mais relevantes no contexto atual, onde crianças são bombardeadas por conteúdos, informações e novidades o tempo todo. Nesse cenário, é ainda mais desafiador criar experiências que agreguem valor e sejam criativas.

Para Fernanda, esse é um ponto muito importante, uma vez que, num cenário de excesso de estímulos, a responsabilidade das marcas e produtoras de conteúdo se torna ainda maior. “Nosso foco é criar experiências que sejam positivas, criativas e que contribuam para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Isso passa por pensar em conteúdo de qualidade, experiências interativas, estímulos à imaginação e momentos de convivência familiar. A ideia é que as experiências tenham significado e não sejam apenas mais um estímulo passageiro em meio a tantos outros”.

Tendências e futuro

De modo geral, as produtoras de conteúdo estão cada vez mais entendendo a importância de ampliar seus meios de atuação e ir além da produção por si só – algo que a Endemol já faz há bastante tempo. Fernanda corrobora com a ideia de que o futuro do entretenimento está cada vez mais ligado à construção de universos de marca. “Conteúdos que conseguem criar comunidades fortes tendem a se expandir para diferentes formatos: experiências ao vivo, produtos, eventos, ativações imersivas, espaços físicos e até novos modelos digitais. Outra tendência muito clara é o crescimento das experiências sensoriais e imersivas. O público quer viver histórias, não apenas assisti-las”, defende. “Além disso, vemos cada vez mais a convergência entre entretenimento, bem-estar e emoção. As experiências que conseguem gerar impacto emocional positivo e criar memórias duradouras têm um valor enorme tanto para o público quanto para as marcas”, completa.

Especificamente no horizonte da Endemol, o foco é continuar expandindo o potencial das suas marcas de forma estratégia, criando experiências, produtos e parcerias que ampliem o relacionamento com o público. “A Endemol tem um portfólio muito forte de conteúdos e formatos globais, marcas parceiras com muita relevância, e o nosso objetivo é seguir explorando novas formas de transformar essas propriedades em experiências relevantes para as pessoas – isso inclui desde novas iniciativas de licenciamento até projetos de entretenimento ao vivo, experiências imersivas e colaborações com parceiros de diferentes setores. Acreditamos muito no poder das marcas que conseguem gerar emoção, criar comunidade e fazer parte da vida das pessoas. É nesse território que queremos continuar inovando e crescendo”, finaliza a executiva.

Matéria publicada em Tela Viva News.

 

 

Cidade Subterrânea: novo doc-reality revela o lado humano e inédito do metrô de São Paulo

Produção será exibida neste ano no GNT, TV Globo e Globoplay

Vista interna da estação Sé do metrô de São Paulo (Reprodução/ANP Trilhos)

Os trilhos da maior metrópole do País se tornam cenário em Cidade Subterrânea, novo doc-reality que chega ao GNT e ao Globoplay no dia 26 de março, e ao Fantástico, na TV Globo, no dia 29 de março. A produção mergulha no ecossistema das linhas do metrô da capital paulista para mostrar que, por trás do fluxo constante de milhões de pessoas, existe uma operação que nunca para.

A série revela histórias surpreendentes de passageiros que atravessam as catracas diariamente, trazendo à tona vivências e curiosidades que compõem o enredo da cidade “que nunca dorme”. O doc-reality apresenta o lado invisível de diferentes estações, registrando no detalhe o ritmo frenético das equipes que se mobilizam para manter as linhas em movimento.

 

 

 

 

Azeite Total MasterChef chega aos mercados de todo o país

Produzido em Portugal, produto premium aposta em qualidade e excelência

O Azeite Total MasterChef acaba de chegar aos mercados de todo o Brasil, levando para a mesa dos consumidores um produto que une qualidade, sabor e a excelência que consagrou a marca MasterChef como referência em gastronomia. Produzido em Portugal, o lançamento reforça o compromisso da marca em oferecer azeites premium para o dia a dia, com rigorosos padrões de produção e seleção de ingredientes.

O produto tem Erick Jacquin, jurado do MasterChef Brasil, como embaixador da marca. Desenvolvido para atender tanto o consumidor final quanto os segmentos de varejo e food service, o Azeite Total MasterChef apresenta baixa acidez e alto teor de antioxidantes, combinando a tradição da produção europeia com a autoridade de uma das maiores marcas gastronômicas do mundo.

Com embalagem de 500 ml, o azeite já está à venda em canais físicos e online. Em breve, a linha será ampliada com o lançamento de mais duas versões, ampliando o portfólio de azeites da marca para diferentes perfis de consumo e usos na cozinha.

“O Azeite Total MasterChef nasce com o propósito de levar a excelência que o público já reconhece na marca MasterChef para dentro da casa das pessoas, de forma acessível e prática. Queremos mostrar que é possível cozinhar melhor no dia a dia, com um produto de alta qualidade e preço competitivo”, afirma Fernanda Abreu, VP de Entretenimento ao Vivo, Licenciamento e Marketing de Influência da Endemol Shine Brasil.

“O Azeite Total MasterChef surgiu da intenção de trazer ao consumidor o que há de melhor em um azeite extra virgem. Nosso propósito de sempre entregar qualidade a um preço justo nos fez desenvolver esse produto, que ficou magnífico. Masterchef trouxe a validação de sua qualidade, com uma participação intensa em todo processo de desenvolvimento, além de agregar relevância e excelência ao setor gourmet, apoiado em seu renome internacional. Nosso produto veio para somar e fazer a diferença na mesa dos brasileiros”, exclama João Bonelli, Diretor da Total Foods.

 

 

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