‘Realities se conectam emocionalmente com o público’, diz CEO da Endemol

Nani Freitas explica o sucesso de público e negócio em formatos como Big Brother Brasil, MasterChef e Casamento às Cegas

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil Foto: Daniela Toviansky

Na véspera de sua estreia, o Big Brother Brasil ainda guarda alguns mistérios para sua 25ª edição. Além dos nomes de alguns participantes que ainda serão escolhidos pelo público, há a expectativa pelo impacto das mudanças promovidas por Rodrigo Dourado, novo diretor de realities da Globo que assumiu o lugar de José Bonifácio Brasil de Oliveira, o famoso Boninho, que comandava a atração desde o início. Uma coisa, porém, é certa: a atração terá recorde de marcas em ativações nesta edição. São 21, superando o resultado do ano passado em dois patrocinadores, um novo sucesso comercial.

“Esses formatos oferecem uma combinação única de engajamento e alcance”, explica Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, empresa criadora original do formato licenciado para a Globo. Segundo a executiva, mais de 40% dos telespectadores disseram considerar eficazes as ações de marcas em reality shows, citando pesquisa realizada pela Wake Creators. De acordo com o mesmo estudo, a identificação dos telespectadores com o BBB é a mais intensa, sendo o programa do gênero preferido por 61% dos brasileiros, seguido por MasterChef (10%), também formato da Endemol, e Casamento às Cegas (8%), produção da Endemol para a Netflix.

Na entrevista a seguir, a executiva fala ao ESTADÃO sobre os motivos dessa paixão entre a audiência e os realities e como a empresa tem diversificado seus negócios, embora o formato pelo qual ficou famosa não demonstre sinais de cansaço. “Atualmente, um dos nossos focos está na produção de documentários e docurealities, formatos que têm gerado grande interesse do público e do mercado”, conta Freitas, citando títulos como Xuxa — O Documentário, Quilos Mortais e Muquiranas, além de novas receitas vindas de licenciamento e branded content.

A executiva também passou pela liderança de empresas de audiovisual como Grupo BandeirantesSporTV e New Content. Na Endemol Shine Brasil, parte da multinacional de entretenimento Banijay, Nani Freitas está desde 2016.

 

“As marcas perceberam rapidamente o potencial desses formatos para contar suas histórias e gerar identificação com o consumidor”

 

Como analisa o forte relacionamento entre realities e publicidade no Brasil?

É muito forte porque esses formatos oferecem uma combinação única de engajamento e alcance. Realities criam narrativas envolventes com personagens reais e situações que conectam emocionalmente o público, o que permite às marcas se integrarem de forma orgânica e autêntica. Além disso, a audiência brasileira tem uma relação muito próxima com esse tipo de entretenimento, o que amplia ainda mais as oportunidades de exposição. No Brasil, as marcas perceberam rapidamente o potencial desses formatos para contar suas histórias e gerar identificação com o consumidor.

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Leia matéria na íntegra no ESTADÃO.

“Muquiranas”: Reality show ganha versão brasileira em julho na Max

Programa acompanha 14 pessoas mão-de-vacas convictas, cujas vidas chegam ao limite tamanha sua obsessão por economizar

Reality show de sucesso, Muquiranas agora tem uma versão brasileira. Com estreia marcada para 18 de julho na Max, o programa acompanha na primeira temporada 14 brasileiros assumidamente mão-de-vaca, que se vêem no limite quando notam que sua obsessão por economizar na verdade pode estar prejudicando e muito suas vidas; confira o trailer.

Foto: Max/Divulgação

A versão brasileira usa o formato já estabelecido pelo reality show original, lançado em 2012 pelo canal TLC. A ideia por trás do programa é documentar pessoas que, contrariando o desperdício tão característico da sociedade moderna, vivem o outro extremo: o da economia obsessiva. Ou seja, mais do que utilizar os recursos de modo consciente, inteligente e/ou criativo, submetem familiares e amigos a situações bizarras para não gastar.

A nova versão de Muquiranas seguirá essa mesma linha, apresentando os hábitos e as estratégias dos participantes brasileiros ao longo de oito episódios, cada um com 30 minutos de duração. De acordo com o Splash, entre os métodos de economia desta temporada estão ideias curiosas, como transformar sacolas plásticas em fio dental e reutilizar a água do banho para lavar as roupas.

Matéria publicada no site do Estadão.