Mulheres que fizeram da pausa um compromisso

Líderes compartilham os rituais que as ajudam a desacelerar e a exercer uma liderança mais equilibrada

Uma pesquisa da Asics com a King’s College London, chamada “Desk Break”, revelou que realizar apenas 15 minutos de pausa para se movimentar no meio de um dia de trabalho melhora em 22,5% o estado mental do profissional. Os pesquisadores, liderados pelo professor Dr. Brendon Stubbs, reuniram trabalhadores de 16 países que costumam passar muito tempo no ofício para um experimento. Após três ou quatro horas de trabalho sem intervalos, eles precisavam fazer 15 minutos de exercícios. E os resultados foram surpreendentes.

O estudo indicou que fazer uma pausa diária durante uma semana de trabalho reduziu os níveis de estresse em 14,7%, aumentou a produtividade em 33,2% e melhorou o foco em 28,6%. Além disso, houve uma melhora dos níveis médios de confiança em 13,3% e uma redução dos níveis de ansiedade em 12%. Com apenas 15 minutos. Mas a realidade é que muitas pessoas ainda passam horas a fio sentados na frente do computador trabalhando.

Já a pesquisa State of Mind, também da Asics, identificou que o estado mental das pessoas que não se exercitam no Brasil é de 55 pontos. Já as pessoas ativas fizeram 14 pontos acima, 69. As mulheres brasileiras têm uma média de 61 pontos e se exercitam, em média, 135 minutos por semana. Entre os homens, o índice de estado mental é de 68 e eles se exercitam uma média de 180 minutos.

Esses números revelam uma realidade das mulheres brasileiras. Mais sobrecarregadas, elas têm menos horas para se exercitar e estão com a saúde mental mais prejudicada. A pausa, muitas vezes, é praticamente impossível de se realizar em meio a uma rotina que equilibra trabalho, casa, família, e quando possível, amigos e lazer. O que deveríamos entender, no entanto, é que a pausa é tão essencial quanto o trabalho em si.

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Pausas para alimentar o espírito

Tempo com a família e suas origens também entram aqui como maneiras de relembrar quem se é por dentro. “Desacelero nos momentos que mais me conectam ao que realmente importa: o tempo com a minha filha e minha família, as viagens e, principalmente, o mar da Bahia, meu refúgio e minha fonte de inspiração. É diante dele que me reconecto com a minha espiritualidade, encontro paz, clareza e a energia necessária para viver e liderar melhor”, diz Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil.

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil (Crédito: Divulgação)

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Matéria completa publicada no Meio & Mensagem.

 

NANI FREITAS: “O FORMATO VERTICAL NÃO É UMA ADAPTAÇÃO DA TELENOVELA TRADICIONAL, É UMA NOVA LINGUAGEM”

CEO da Endemol Shine Brasil reflete sobre a demanda e o crescimento de conteúdo vertical no país, afirmando que a construção sólida de sua narrativa é o que garantirá a evolução do formato.

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Há pouco mais de um mês, duas produtoras brasileiras que fazem parte do grupo Banijay Americas uniram forças para criar microdramas em formato vertical, voltados especificamente para o ecossistema mobile, plataformas digitais e projetos de marca. A Señal News conversou com Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil , que detalhou a aliança com a A Fábrica e definiu a estratégia de produção de conteúdo e construção narrativa para o formato vertical .

Após o acordo entre a Endemol Shine Brasil e a A Fábrica para a produção de microdramas verticais, qual estratégia será implementada para esse desenvolvimento?
– “Nossa estratégia consiste em estruturar uma produção contínua e escalável de microdramas verticais, concebida para o consumo em dispositivos móveis. A proposta é desenvolver séries nativas para telas verticais, com linguagem e ritmo próprios, em colaboração com as principais plataformas e marcas. Nosso objetivo é combinar a agilidade do modelo de produção com a qualidade narrativa para oferecer histórias curtas, dinâmicas e seriadas que se conectem aos novos hábitos de consumo.”

Qual será a contribuição de cada parte neste acordo?
– “A aliança foi concebida de forma complementar: a Endemol Shine Brasil assume a produção executiva dos projetos e lidera as negociações com marcas e plataformas, contribuindo com seu conhecimento de mercado, escalabilidade e experiência em entretenimento multiplataforma. A Fábrica fica responsável pela criação e desenvolvimento dos roteiros de ficção, aplicando sua experiência em dramaturgia para garantir histórias bem construídas e relevantes para este novo formato.”

Como você analisa a demanda e o crescimento do conteúdo vertical no Brasil?
– “A ascensão do conteúdo vertical no Brasil reflete diretamente um mercado com consumo cada vez mais focado em dispositivos móveis. O público busca histórias dinâmicas, envolventes e fáceis de acompanhar, que retratem o cotidiano. Essa tendência já está sendo abraçada pelos principais veículos e plataformas de mídia, reforçando o fato de que o investimento em microdramas é uma tendência crescente no consumo audiovisual do país.”

Como a experiência da Endemol Shine Brasil com a TeleKwai e conteúdo de marca contribui para fortalecer a nova proposta?
– “A experiência anterior com microdramas para a TeleKwai foi fundamental para a compreensão da lógica de produção, distribuição e participação no formato vertical. Além disso, o desempenho consistente da Endemol Shine Brasil em conteúdo de marca proporcionou importantes lições sobre a integração orgânica de marcas em narrativas sem comprometer o entretenimento. Esse repertório fortalece a aliança com A Fábrica, combinando dramaturgia com projetos viáveis ​​e atraentes para o mercado publicitário.”

Quais são os principais aspectos para que a dramaturgia vertical adquira uma linguagem própria?
– “O fundamental é respeitar que o formato vertical não é uma adaptação da telenovela tradicional, mas sim uma nova linguagem. Isso implica episódios mais curtos, narrativas diretas, personagens com os quais o público se identifica e conflitos claros desde o início. Também é essencial considerar o ritmo, o enquadramento e o desenvolvimento da história para que faça sentido para quem a consome em seus celulares, muitas vezes em momentos fragmentados do dia. Além disso, definir as premissas que sustentam os orçamentos e os cronogramas de filmagem, como a quantidade e o tipo de locações e o número de dias de filmagem, é fundamental. A construção sólida da narrativa é o que garante que o formato evolua de uma tendência para um pilar consistente de conteúdo.”

Entrevista publicada em SeñalNews.

 

 

 

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, destaca atuação da empresa para além da produção de conteúdo

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil e da Banijay Estúdio (Foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira, dia 21 de janeiro, Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil – parte da Banijay Américas – participa de um painel no Content Americas 2026, onde irá discutir a força regional da Banijay Entertainment e seu impacto global na América Latina.

Com mediação de Pina Mezzera, editora da C21 Media, Nani estará ao lado de Ben Samek, CEO da Banijay Americas; Laurens Drillich, Presidente da Endemol Shine Latino; Alejandro Rincon, CEO da Endemol Shine Boomdog; e Luiz Noronha, CEO da A Fábrica & A Fábrica U.S. Hispanic.

Foco em experiências ao vivo

Nos últimos anos, a Endemol Shine Brasil tem ampliado sua atuação em experiências ao vivo, sensoriais e imersivas, como parte de uma estratégia global e coordenada de expansão criativa. Entre as iniciativas realizadas no país estão o “Banijay Apresenta”, projeto dedicado à realização de shows, festivais e eventos, na Banijay Estúdios; “LUMINISCENCE – Luzes de São Paulo”, espetáculo imersivo apresentado na Catedral da Sé, que já impactou mais de um milhão de pessoas em países como França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha e Estados Unidos; e o “MasterChef – The TV Experience”, restaurante recentemente inaugurado no interior de São Paulo que transporta o público para dentro do universo do reality.

Na Endemol Shine Brasil, nosso papel vai muito além da produção de conteúdo. Vivemos hoje um momento consistente de expansão do nosso negócio no entretenimento ao vivo, sempre com o foco em criar iniciativas que gerem conexão real com a audiência. Atuamos de forma integrada na TV, no streaming e no digital, e estamos ampliando nossos formatos para além das telas por meio de produtos licenciados, eventos e experiências imersivas, em alinhamento com estratégia global de Banijay”, detalha Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil.

Meio digital

A Banijay Entertainment abriga ainda múltiplos projetos focados no meio digital, como o “Creators Lab”, lançado na França com potencial global; o “FCF”, o primeiro clube de futebol na Holanda construído em torno de renomados criadores de conteúdo digital; e o “Big Brother Knossi”, uma iniciativa em formato reduzido que acompanhou a final do “Celebrity Big Brother” e apresentou Knossi ao lado de outros influenciadores alemães interagindo com espectadores via Twitch. Outros exemplos incluem o “Let’s Play Ball”, um formato nativo digital da EndemolShine Nederlands, e o “MasterChef Creators”, da Endemol Shine Brasil, que expande o universo “MasterChef” por meio de conteúdo focado em criadores.

Isso se soma à Banijay Live, um hub global de entretenimento fora de casa (out-of-home), que cria experiências imersivas para expandir as marcas da Banijay Entertainment para além das telas e em ambientes físicos ao vivo. O negócio engloba o Balich Wonder Studio, a Luminiscence-creator LOCHI e o Banijay Live Studios.

Matéria completa publicada no Tela Viva.

Matéria em inglês publicada no Prensario Internacional.

O ano de 2025 no audiovisual pela visão das mulheres produtoras

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(Foto IA)

O ano de 2025 foi de altos de baixos no setor audiovisual. O início foi promissor, com a conquista inédita do Oscar para o cinema brasileiro com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, eleito o Melhor Filme Internacional na maior premiação do cinema mundial depois de ter conquistado diversos outros prêmios em festivais no Brasil e no mundo. Os filmes produzidos aqui continuaram atraindo atenção global, com novas conquistas tanto em premiações quanto na crítica especializada. E, agora, o ano chega ao fim com um clima promissor no ar: “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, atingiu mais de um milhão de espectadores nas salas de cinema do país e está entre os pré-indicados ao Oscar de 2026. Ao que tudo indica, o audiovisual nacional seguirá se destacando na premiação.

O setor também viu com bons olhos a retomada de algumas políticas públicas e a reativação de editais, bem como o anúncio dos Arranjos Regionais para o próximo ano. Mas, mesmo com todos os esforços – é nítido que há neste Governo uma boa intenção de fazer acontecer – o mercado chega em dezembro sentindo falta de resultados mais concretos e expressivos. Além de, é claro, frustrado pela falta de regulamentação do VoD. A novela segue em 2026.

Entre os “baixos” do ano que passou, os produtores também sentiram falta de um calendário com previsibilidade de editais e linhas de investimento – promessa que havia sido feita por essa gestão do MinC. Em suma, apesar dos avanços, a sensação é de que falta um projeto estruturante, contínuo e verdadeiramente inclusivo, que garanta uma política audiovisual perene, previsível e tratada como estratégia de desenvolvimento.

TELA VIVA ouviu mais de 20 mulheres produtoras do audiovisual, de todas as regiões do país, para saber que avaliação elas fazem do ano que passou – o que foi bom, o que foi ruim, o que fica de expectativa para o ano que vem. Falando em igualdade e inclusão, as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança, com grandes disparidades de cargos e também de remuneração – daí a decisão de só ouvi-las para a reportagem. A busca por uma representação de Norte a Sul do país, como o audiovisual brasileiro deve ter, também foi levada em conta. Confira abaixo os depoimentos.
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Nani Freitas – (CEO) Endemol Shine Brasil e Banijay Estúdios

Em 2025, o entretenimento foi muito além da tela. O público, atualmente, quer viver experiências completas, que conectem TV, streaming, redes sociais, produtos e eventos. Não basta ter um bom programa, é preciso criar um universo em torno dele, onde cada ponto de contato fortaleça a relação com quem acompanha.

Na América Latina, o mercado de entretenimento imersivo está estimado em US$ 13,07 bilhões em 2025, com crescimento projetado para US$ 42,41 bilhões até 2030. Essa visão de entretenimento 360º é o que vai diferenciar quem apenas entrega conteúdo de quem constrói experiências que realmente engajam.

Outro ponto essencial, que está diretamente conectado, é a criação de comunidades. Hoje, audiência não é só número, é pertencimento. As pessoas querem se sentir parte daquilo que assistem, querem conversar, compartilhar e se conectar com outras pessoas que gostam das mesmas coisas.

Membros de comunidades passam 5,3 vezes mais tempo consumindo e engajando. Por isso, não basta lançar um formato e esperar que ele funcione sozinho. É preciso alimentar essa comunidade com conteúdos exclusivos, interatividade e experiências que mantenham a conversa viva.

Olhando para o futuro, acredito que quem conseguir unir entretenimento 360º com estratégias de comunidade vai estar um passo à frente.
Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil (de São Paulo, SP)

Matéria completa publicada no Tela Viva.

Endemol Shine Brasil desenvolve série documental sobre Bebeto e fortalece sua divisão de documentários

Nani Freitas e Renato Martinez detalham os planos da Endemol Shine Brasil, que, após o sucesso de ‘Xuxa, o documentário’, continua a crescer no segmento de documentários com um projeto em andamento sobre o ex-astro da seleção brasileira, Bebeto.

 

Bebeto (meio-campista) e sua icônica comemoração de gol na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos.

A Endemol Shine Brasil está desenvolvendo uma série documental sobre o ex-jogador de futebol brasileiro Bebeto, ao mesmo tempo em que continua a fortalecer sua área de documentários, detalham o VP de Conteúdo e Aquisições da empresa, Renato Martinez, e sua CEO, Nani Freitas.

Ídolo da seleção brasileira e de times como Deportivo La Coruña, Flamengo e Vasco da Gama, Bebeto foi um dos jogadores de futebol mais reconhecidos do país na década de 90.

E, como Martinez e Freitas revelaram a Cveintiuno, o ex-jogador assinou recentemente um contrato exclusivo com a Endemol Shine Brasil para desenvolver uma série documental sobre sua vida e carreira.

“Bebeto é um personagem muito interessante. Jogou com Ronaldo, Romário, Adriano e Ronaldinho. Foi campeão mundial em 1994 e finalista em 1998, e no Brasil tem má fama de traidor, porque saiu do Bahia para jogar no Vitória e depois saiu do Flamengo para ir para o Vasco”, destaca Martínez.

“Ele também tem uma história de vida muito interessante, com controvérsias, altos e baixos. E é um personagem muito bom para explorar em um ano de Copa do Mundo”, acrescenta, referindo-se ao projeto atualmente em desenvolvimento, para o qual a Endemol Shine Brasil busca parceiros e compradores.

Os documentários representam uma área de crescimento estratégico para a empresa, historicamente reconhecida por seus formatos de entretenimento.

Nesse sentido, ‘Xuxa, o documentário’ é seu título mais emblemático até o momento, uma série que se tornou um sucesso na Globoplay, no Brasil, e foi recentemente vendida para a Telefe, na Argentina.

A produtora também está preparando um documentário factual para a Globo e a Globoplay, e já tem outro projeto em pós-produção para a HBO Max, ambos sem anúncio oficial ainda.

“E ainda estamos ativamente buscando histórias que possamos contar”, enfatizou Freitas.

A entrada no mercado de documentários complementa a atividade principal da empresa, que se especializa no desenvolvimento, adaptação e produção de formatos de entretenimento.

Nessa área, a Endemol Shine Brasil está apresentando ao mercado seu formato original ‘Unexpected Game Show’, um game show em que os participantes competem contra diferentes “ex” de suas vidas.

“Mas não apenas ex-parceiros. Podem ser ex-professores, ex-amigos, ex-colegas de trabalho ou qualquer outro relacionamento passado. O participante precisa superar seus ex em rodadas de perguntas relacionadas à sua própria história e a esses relacionamentos”, explicou Martinez.

Do catálogo global da Banijay, a empresa adicionou recentemente títulos como ‘Detectives Club’ (Reino Unido), ‘Ninja Warrior’, cujos direitos globais foram adquiridos pelo grupo, e o formato francês ‘Werewolves’, baseado no popular jogo de cartas de mesmo nome.

“Também estamos incorporando o formato holandês ‘Let’s Play Ball’”, acrescentou Martinez, referindo-se ao programa que surgiu no YouTube e posteriormente chegou à televisão na Holanda através do canal SBS6.

Esses conteúdos se somam à lista de produções em andamento da Endemol Shine Brasil, que inclui as versões locais de ‘MasterChef’ (Band), ‘Big Brother’ (Globo), ‘The Wall’ (Globo), além de ‘Sua Maravilhosa’ (GNT), do game show juvenil ‘Partiu XV’ (Globo) e um projeto de reality show em parceria com o Prime Video, ainda não divulgado.

A isso se soma o braço de conteúdo de marca da empresa, que acaba de concluir uma produção para a Red Bull e está se preparando para uma nova temporada de ‘MasterChef Creators’.

Na ficção, a recente aquisição de A Fábrica pelo grupo Banijay redefiniu os planos de expansão da Endemol Shine Brasil para a televisão roteirizada, um campo que a empresa não abandona, mas que, a partir de agora, buscará desenvolver em coprodução com a divisão especializada do grupo.

No entanto, existe um forte interesse em conteúdo vertical, tanto na ficção quanto no entretenimento.

“Há um ano, produzimos nossos primeiros microdramas com a TeleKwai e funcionou muito bem. Agora, queremos continuar crescendo nesse segmento, que consideramos um fenômeno”, afirmou Freitas.

“O mercado está em constante evolução, e os microdramas são o que estão bombando agora. Não podemos ficar de fora. É um setor promissor, que atrai o interesse tanto de marcas quanto de grandes plataformas”, acrescentou.

“Estamos criando novos projetos e estou animado para fazer o primeiro reality show vertical exclusivamente neste formato no Brasil”, concluiu Martinez.

 

Matéria original em espanhol, publicada por C21.

Endemol Shine Brasil realiza segunda edição do Banijay Futuro

Estudantes durante o Banijay Futuro | Foto: Marina Farhat

Após o sucesso da primeira edição, a Endemol Shine Brasil promove a segunda etapa do Banijay Futuro, iniciativa de formação e empregabilidade voltada a jovens talentos do audiovisual. Realizado em parceria com o Instituto Criar, o projeto consiste em uma série de encontros com executivos da Endemol Shine Brasil para apresentar, na prática, as diferentes etapas da produção e criação de um reality show. Mais do que uma ação de impacto social, o Banijay Futuro integra as estratégias de ESG da empresa e tem como foco fortalecer a capacitação e a empregabilidade de jovens, promovendo assim o crescimento sustentável do setor audiovisual.

Com mais de 100 jovens impactados em sua primeira edição, que contou com workshops e visitas ao estúdio de gravação, o programa segue com foco no desenvolvimento de talentos em áreas como negócios, conteúdo e planejamento. A segunda etapa contará com a participação de estudantes do Instituto Criar, que poderão trocar experiências com profissionais da Endemol Shine Brasil e conhecer de perto os bastidores de diversas produções.

“Tivemos uma primeira edição que superou nossas expectativas. Há muitos jovens que precisam apenas de uma oportunidade para mostrar seu real potencial, e o Banijay Futuro consegue ser essa ponte entre o desejo deles e o início de uma carreira profissional. No começo deste ano, tivemos a alegria de contratar duas pessoas que participaram do projeto e esperamos realizar ainda mais contratações ao final desta temporada”, comenta Caroline Dibe, Head de ESG da Endemol Shine Brasil.

“Acreditamos que uma empresa forte é aquela que transforma positivamente seu entorno. O Banijay Futuro é uma oportunidade concreta de fazer isso acontecer – unindo impacto social, desenvolvimento profissional e o compromisso de fortalecer o futuro do audiovisual com mais diversidade e inovação”, completa Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil.

Quezia Dias e Beatriz Bezerra, atualmente na equipe de produção da Endemol Shine Brasil, entraram para o time como parte do pilar de empregabilidade. Em seus primeiros meses, trabalharam nos programas “The Masked Singer Brasil” e “MasterChef Brasil”.

Fundado em 2003 pelo apresentador Luciano Huck, o Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias tem como missão promover o desenvolvimento profissional, sociocultural e pessoal de jovens por meio do audiovisual e da tecnologia. Mais de 2.900 jovens já vivenciaram o Programa de Formação e Inserção, multiplicando os resultados na sociedade com seus projetos e narrativas autorais. A parceria com a produtora teve início em 2023.

Matéria publicada no Tela Viva.

 

Nani Freitas: “Nuestras producciones se diferencian por la innovación constante”

La CEO de Endemol Shine Brasil, sostiene que en los últimos dos años ha habido un reacomodamiento entre los players y afirma que las excelentes IPs y la buena narración siguen siendo el foco de crecimiento.

Nani Freitas, CEO de Endemol Shine Brasil.

Es conocido el interés que los reality shows despiertan en el público de América Latina, donde la audiencia brasileña se destaca especialmente por su alto consumo y engagament. “Nani” Freitas, CEO de Endemol Shine Brasil, explica por qué sus contenidos trascienden la televisión y se convierten en pasiones nacionales. Además, destaca que la coproducción es un pilar estratégico para la compañía, mientras pone bajo la lupa el momento que vive la industria con el streaming en el centro de la escena.

¿Qué lugar ocupan en el portafolio de contenidos de ESB y cuáles son los principales atributos que diferencian a estas producciones?“Los reality shows ocupan un lugar mayoritario en el portafolio de Endemol Shine Brasil, lo que nos conecta profundamente con el público brasileño que, además de destacarse por su alto consumo, transforma los contenidos en conversaciones cotidianas, aumentando el engagement.

Nuestras producciones se diferencian por la innovación constante, que adapta los formatos globales al contexto local, la excelencia técnica y artística, además del compromiso con la diversidad, reflejando la pluralidad cultural de nuestro país. Programas como “MasterChef Brasil” y “The Masked Singer Brasil” son una muestra de nuestro objetivo de crear contenidos que trasciendan la televisión, conquisten diferentes generaciones y se conviertan en pasiones nacionales. Seguimos invirtiendo en nuevas ideas para mantener esta conexión vibrante con la audiencia.”

 

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Leer el artículo completo en Señal News.

‘Realities se conectam emocionalmente com o público’, diz CEO da Endemol

Nani Freitas explica o sucesso de público e negócio em formatos como Big Brother Brasil, MasterChef e Casamento às Cegas

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil Foto: Daniela Toviansky

Na véspera de sua estreia, o Big Brother Brasil ainda guarda alguns mistérios para sua 25ª edição. Além dos nomes de alguns participantes que ainda serão escolhidos pelo público, há a expectativa pelo impacto das mudanças promovidas por Rodrigo Dourado, novo diretor de realities da Globo que assumiu o lugar de José Bonifácio Brasil de Oliveira, o famoso Boninho, que comandava a atração desde o início. Uma coisa, porém, é certa: a atração terá recorde de marcas em ativações nesta edição. São 21, superando o resultado do ano passado em dois patrocinadores, um novo sucesso comercial.

“Esses formatos oferecem uma combinação única de engajamento e alcance”, explica Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, empresa criadora original do formato licenciado para a Globo. Segundo a executiva, mais de 40% dos telespectadores disseram considerar eficazes as ações de marcas em reality shows, citando pesquisa realizada pela Wake Creators. De acordo com o mesmo estudo, a identificação dos telespectadores com o BBB é a mais intensa, sendo o programa do gênero preferido por 61% dos brasileiros, seguido por MasterChef (10%), também formato da Endemol, e Casamento às Cegas (8%), produção da Endemol para a Netflix.

Na entrevista a seguir, a executiva fala ao ESTADÃO sobre os motivos dessa paixão entre a audiência e os realities e como a empresa tem diversificado seus negócios, embora o formato pelo qual ficou famosa não demonstre sinais de cansaço. “Atualmente, um dos nossos focos está na produção de documentários e docurealities, formatos que têm gerado grande interesse do público e do mercado”, conta Freitas, citando títulos como Xuxa — O Documentário, Quilos Mortais e Muquiranas, além de novas receitas vindas de licenciamento e branded content.

A executiva também passou pela liderança de empresas de audiovisual como Grupo BandeirantesSporTV e New Content. Na Endemol Shine Brasil, parte da multinacional de entretenimento Banijay, Nani Freitas está desde 2016.

 

“As marcas perceberam rapidamente o potencial desses formatos para contar suas histórias e gerar identificação com o consumidor”

 

Como analisa o forte relacionamento entre realities e publicidade no Brasil?

É muito forte porque esses formatos oferecem uma combinação única de engajamento e alcance. Realities criam narrativas envolventes com personagens reais e situações que conectam emocionalmente o público, o que permite às marcas se integrarem de forma orgânica e autêntica. Além disso, a audiência brasileira tem uma relação muito próxima com esse tipo de entretenimento, o que amplia ainda mais as oportunidades de exposição. No Brasil, as marcas perceberam rapidamente o potencial desses formatos para contar suas histórias e gerar identificação com o consumidor.

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Leia matéria na íntegra no ESTADÃO.

Brasil no MIPCOM Cannes 2024

As novidades da indústria do entretenimento

 

MIPCOM é um evento anual dedicado à indústria mundial do entretenimento, realizado em Cannes, na França. É considerado o principal mercado midiático do mundo, onde se iniciam e são anunciados diversos acordos comerciais internacionais de produção, prestação de serviços, financiamento, aquisição e distribuição de conteúdo multimídia, ao reunir profissionais do setor audiovisual que participam de conferências e exposições.

A edição deste ano, que ocorreu entre os dias 21 a 24 de outubro, contou com a presença de vários representantes de empresas brasileiras de entretenimento. Alguns desses executivos compartilharam com o Lab Dicas Jornalismo suas impressões sobre o evento.

Reality Shows

Os reality shows já fazem parte da cultura audiovisual brasileira. Esses programas, que surgem com diferentes formatos e temas, e se reinventam para atender às demandas sociais e culturais do público brasileiro, enquanto são exibidos em diferentes plataformas de mídia, conquistam recordes de audiência e geram um imenso lucro ao mercado publicitário. Portanto, é evidente que um produto como esse, que desperta o interesse comercial de várias empresas de entretenimento, não poderia faltar no MIPCOM.

Renato Martinez, Nani Freitas e Allan Lico, executivos da Endemol Shine Brasil.

Este ano, a consagrada produtora Endemol Shine Brasil, que integra a holding francesa Banijay, e é responsável pelos programas Big Brother Brasil, MasterChef Brasil e Casamento às Cegas Brasil, evidenciou no evento os novos reality shows internacionais que estão fazendo grande sucesso no mundo. Renato Martinez, Vice-presidente de Content Sales e Aquisições da empresa, descreveu os três reality da Banijay que se destacaram no MIPCOM.

O primeiro reality show é o programa “Deal or No deal Island”, um spin-off do game show “Deal or No Deal”, lançado em fevereiro deste ano nos Estados Unidos, no canal de TV NBC e no streaming Peacock, e que já foi renovado para uma segunda temporada. O reality de sobrevivência “The Summit”, lançado em 2023, pela emissora de televisão australiana Nine Network, e indicado ao Emmy Internacional deste ano na categoria “Melhor Programa de Entretenimento sem Roteiro”, também foi um dos destaques do evento. Por último, o reality show de convivência “The Fortune Hotel”, programa lançado este ano pelo canal ITV do Reino Unido, gravado na Venezuela, e que também já teve a segunda temporada confirmada.

Será que em breve o público brasileiro vai conseguir desfrutar da versão nacional de algum desses reality shows?

 

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Leia matéria na integra no site do LAB DICAS JORNALISMO.

 

Endemol Shine Brasil adere ao Pacto de Promoção da Equidade Racial

Nani Freitas e Caroline Dibe

Segundo dados mais recentes do Informe sobre Diversidade de Gênero e Raça da ANCINE (divulgado em 2018), 70% dos profissionais do mercado audiovisual são pessoas brancas. Com a intenção de mudar este cenário, a Endemol Shine Brasil passa a assinar o Pacto de Promoção da Equidade Racial, como parte do compromisso da produtora em avançar com maior velocidade nas pautas de Diversidade e Inclusão.

Quem está à frente desta e outras ações é Caroline Dibe, Diretora de Meio Ambiente, Social e Governança da Endemol Shine Brasil, desde agosto de 2023. “Quando falamos da falta de equidade racial estamos lidando com questões que têm raízes profundas e séculos de práticas discriminatórias. Isso significa que, para que haja uma mudança de cenário são necessários esforços contínuos e intencionais, que criem resultados em curto prazo e que também provoquem mudanças estruturais perenes. As empresas que realmente estão empenhadas em gerar impacto positivo por meio da promoção da equidade racial, se já não o fizeram, em algum momento vão precisar estabelecer contratações afirmativas como uma das ferramentas de mudança. É importante lembrar que a contratação afirmativa traz o aumento de representatividade, mas a inclusão e a equidade passam por estratégias de investimento no desenvolvimento destes profissionais e na criação de uma cultura inclusiva nas companhias, nesta perspectiva a adesão ao Pacto também se faz relevante pois traz um ‘norte’ para ajudar as companhias a guiarem suas ações”, comenta Caroline.

No início deste ano, a Endemol Shine Brasil fez o primeiro Censo de Diversidade, Equidade e Inclusão, com objetivo de conhecer com mais profundidade todos os recortes e interseccionalidades do time. Com este primeiro Censo, foi identificado que há, atualmente, 25% de pessoas negras na composição da empresa. A partir deste registro, ficou decidido o crescimento gradual quanto a representatividade deste recorte racial, até chegar à proporção encontrada na sociedade brasileira. A meta estabelecida inicialmente é atingir, pelo menos, 30% de pessoas negras na equipe até o final de 2024 – e seguir em uma crescente para os próximos anos. 

Segundo Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, no final de 2022, a produtora iniciou um trabalho focado em estabelecer seus principais pilares de ESG e, 2023, foi o ano de iniciar a implementação da estratégia, passando pelo envolvimento e engajamento das lideranças e estabelecimento de indicadores conectados com o negócio: “Os temas diversidade, pluralidade, equidade e inclusão sempre tiveram relevância e presença na nossa agenda. Estamos empenhados em iniciativas que tornem as nossas equipes mais diversas e com oportunidades equânimes para todas as pessoas envolvidas em nossas produções. Desde o ano passado, após a contratação da Carol Dibe, temos avançado de maneira mais estruturada, acompanhando de perto esses indicadores no set, inserindo o tema na pauta executiva, estabelecendo compromissos e metas concretas para atingirmos”, comenta a executiva.

“A adesão da Endemol Shine Brasil ao Pacto simboliza uma mudança muito relevante, sendo um dos setores que apresenta maiores oportunidades para aumento da diversidade e inclusão. Desta forma, a empresa dá um recado objetivo sobre seu compromisso com a promoção da equidade racial. Esperamos que outras empresas acompanhem o exemplo e promovam ações transparentes nos times, engajando-se na pauta antirracista”, relata Gilberto Costa, Diretor Executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial.

Ao concluir, Nani reforça a disparidade racial no mercado e entende que, para que haja uma mudança efetiva no cenário atual, será necessário trabalho conjunto e contínuo: “Sabemos que a desigualdade racial está muito presente no mercado audiovisual e nos propomos a ser parte ativa para que haja uma mudança de cenário. Reconhecemos que ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos trabalhando em prol dessa mudança e a assinatura do Pacto de Promoção da Equidade Racial vem para selar o nosso compromisso”.

Matéria publicada no Grandes Nomes da Propaganda.